Obito, Pain e Itachi formam o topo do nosso ranking de força entre dez integrantes centrais da Akatsuki. A ordem leva em conta versatilidade, capacidade de finalizar uma luta, defesa e adaptação a adversários diferentes, em vez de medir apenas o tamanho de uma explosão.
Aviso de spoilers: o texto revela identidades e habilidades de personagens de Naruto Shippuden. Trata-se de uma avaliação editorial, não de uma classificação oficial de Masashi Kishimoto.
O recorte considera as versões em vida associadas à atuação na organização, sem Edo Tensei, sem Obito como jinchuriki do Dez-Caudas e sem acrescentar a ele o Rinnegan da fase da guerra. Também não pressupõe dias de preparação específica contra um adversário. A seleção reúne a formação mais reconhecida do grupo, com Tobi incluído; não pretende listar todos os antigos membros ou aliados temporários.
10. Zetsu: informação vale mais do que confronto direto
A posição de Zetsu depende do critério. Em uma lista sobre influência nos acontecimentos, ele poderia subir muito. Em confronto direto, espionagem, deslocamento e coleta de informações não oferecem o mesmo conjunto de respostas que o arsenal dos outros integrantes.
Por isso, colocamos a figura de Zetsu associada à organização na décima posição. A utilidade de uma habilidade para um plano de longo prazo não é idêntica à sua eficiência numa luta imediata. Essa diferença evita transformar importância narrativa em força de combate.
9. Hidan: uma condição de vitória perigosa e específica
Hidan consegue ameaçar oponentes muito fortes com seu ritual, que depende do sangue da vítima. Sua capacidade de sobreviver a ferimentos graves torna a aproximação especialmente arriscada para quem desconhece o funcionamento da técnica.
A limitação está na preparação necessária dentro da própria luta. Quando o adversário identifica a regra, pode interromper o ritual ou imobilizá-lo. A resistência de Hidan mantém o perigo, mas não oferece a variedade de soluções dos membros colocados acima dele. Sua posição reflete essa dependência de uma condição específica.
8. Konan: mobilidade e controle do espaço
Konan combina deslocamento aéreo, ataques de papel e uma forma incomum de defender o próprio corpo. Na nossa avaliação, essa mobilidade oferece mais opções contra diferentes adversários do que um repertório concentrado em combate próximo.
Seu confronto com o homem mascarado mostra o quanto conhecimento prévio pode potencializar uma estratégia. Entretanto, uma armadilha preparada para um alvo conhecido não é o mesmo cenário de uma luta sem preparação. Ela ganha crédito pelo planejamento, sem que uma situação excepcional seja aplicada automaticamente a todo confronto.
7. Kakuzu: resistência e pressão por vários ângulos
Os cinco corações e as máscaras de Kakuzu obrigam o inimigo a resolver mais de um problema. Sua variedade elemental e a capacidade de continuar lutando depois de perder um coração tornam difícil encerrar o confronto com um único acerto.
Ele fica acima de Konan pelo conjunto de resistência e pressão ofensiva demonstrado. Ao mesmo tempo, essa resistência tem uma estrutura que pode ser compreendida e desmontada. Ter sobrevivido a um encontro com o Primeiro Hokage também não prova, por si só, igualdade de poder com Hashirama.
6. Deidara: alcance e ameaças difíceis de perceber
Deidara pode manter distância enquanto altera o campo de batalha. O voo, as armadilhas e as diferentes formas de argila ampliam suas opções. O C4 acrescenta uma ameaça especialmente traiçoeira: explosivos microscópicos que exigem uma resposta muito específica.
Esse potencial de impor condições ao adversário o coloca acima de Kakuzu na nossa lista. O contraponto é que a argila possui uma vulnerabilidade explorada por Sasuke com técnicas de relâmpago. Também não tratamos o ataque suicida final como uma vitória garantida: destruir o próprio corpo muda o significado de vencer.
5. Sasori: o desgaste pode começar com um único ferimento
Sasori combina marionetes, veneno, Areia de Ferro e um corpo modificado. Contra alguém sem antídoto ou conhecimento prévio, um ferimento pequeno pode criar um problema maior do que o impacto inicial sugere.
Colocá-lo pouco acima de Deidara é uma escolha editorial: valorizamos a sucessão de ameaças e a dificuldade de enfrentar o arsenal sem margem para erros. Isso não significa que venceria qualquer duelo entre os dois. A distância e o ambiente poderiam favorecer Deidara, enquanto o veneno e o repertório de marionetes favorecem Sasori em outros cenários.
4. Kisame: uma luta de desgaste em condições próprias
Kisame se destaca pela combinação de reservas de chakra, técnicas de água e absorção de chakra com Samehada. Ele pode transformar o ambiente de combate e tornar custoso enfrentar uma luta prolongada nos seus termos.
Esse pacote é especialmente problemático para inimigos que dependem de grandes volumes de chakra. Porém, absorção não é uma resposta universal a qualquer ataque. Seu confronto com Guy mostra a importância do tipo de técnica enfrentada. Na nossa avaliação, Kisame ocupa o limite entre os especialistas extremamente perigosos e o trio de maior versatilidade do grupo.
3. Itachi: várias formas de decidir uma batalha
Itachi reúne genjutsu, Amaterasu e Susanoo, além de uma leitura de combate que favorece decisões rápidas. A combinação exige atenção a várias ameaças ao mesmo tempo: olhar, posicionamento e escolha de aproximação passam a ser riscos distintos.
Seu terceiro lugar considera também seus limites físicos em vida. Não usamos uma versão hipotética perfeitamente saudável, nem transferimos para ela as condições do Edo Tensei. O poder de resolver uma luta rapidamente pesa a seu favor; a capacidade de sustentar um confronto prolongado pesa contra.
2. Pain: um conjunto de habilidades coordenadas
A entrada considera os Seis Caminhos de Pain controlados por Nagato, e não apenas o corpo que costuma representar o líder. A coordenação dos corpos, o campo de visão compartilhado e funções diferentes criam uma pressão que exige respostas simultâneas.
O Muramasa detalha a relação entre o personagem e esse poder no artigo sobre o Rinnegan e a trajetória de Nagato. Aqui, a vantagem está no conjunto: atacar um caminho sem entender os demais pode deixar uma abertura. Conhecer o mecanismo, por outro lado, muda significativamente as chances do oponente.
1. Obito: Kamui torna cada aproximação um risco
Obito lidera nossa seleção pela capacidade de escolher quando se expor, evitar ataques e ameaçar o inimigo com o Kamui. A manipulação do espaço dá a ele uma vantagem estratégica que não depende de produzir a maior destruição visível.
Existe uma limitação decisiva: ele precisa voltar a interagir fisicamente com o mundo para realizar certas ações ofensivas, criando oportunidades de contra-ataque. Colocá-lo em primeiro significa avaliar a dificuldade geral de explorar essas oportunidades, não declarar que ele seja invencível. Um adversário que compreenda a técnica pode mudar completamente o confronto.
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- O Rinnegan e o legado de Nagato em Naruto Shippuden
- A história e os poderes dos integrantes da Akatsuki
O que é a Akatsuki em Naruto?
A Akatsuki é a organização de mantos pretos com nuvens vermelhas que ganha destaque na perseguição aos jinchuriki. Seus integrantes atuam com técnicas e motivações diferentes, o que torna o grupo mais interessante do que uma simples escada de inimigos cada vez mais fortes.
Para conhecer as trajetórias além deste recorte de combate, veja nosso guia sobre a história e os poderes dos membros da Akatsuki. O ranking privilegia confronto; esse contexto ajuda a entender a função de cada um na história.
Onde assistir a Naruto Shippuden no Brasil?
Naruto Shippuden está disponível na Crunchyroll com legendas em português brasileiro. Confira as opções de áudio na página dos episódios antes de começar a maratona.
Quem ainda não conhece a série deve começar por Naruto e seguir para Shippuden. A atuação da Akatsuki ganha força à medida que o público compreende os vínculos entre personagens e vilas; os confrontos rendem mais quando vistos nesse contexto.