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Para começar Berserk, escolha uma adaptação da Era de Ouro: a série de 1997 ou The Golden Age Arc – Memorial Edition, de 2022. As duas apresentam a relação entre Guts, Griffith e o Bando do Falcão, mas fazem isso com recortes diferentes. Depois, quem quiser permanecer no anime pode avançar para a produção de 2016 e sua segunda temporada, de 2017.

O cuidado principal é não tratar todos esses títulos como temporadas consecutivas. A trilogia de filmes e Memorial Edition contam essencialmente a mesma fase, enquanto o anime de 1997 oferece outra versão dela. Assistir a tudo é uma opção para comparar adaptações, não uma exigência para entender a história.

Aviso de conteúdo: Berserk inclui violência extrema, violência sexual, nudez e situações de abuso. Este guia evita revelar as grandes reviravoltas, mas explica em que ponto cada produção se encaixa.

A ordem mais simples para conhecer Berserk

Arte de Memorial Edition apresenta o Bando do Falcão; a série revisita a Era de Ouro.
Arte de Memorial Edition apresenta o Bando do Falcão; a série revisita a Era de Ouro. © KENTAROU MIURA (STUDIO GAGA), HAKUSENSHA / BERSERK FILM PARTNERS. Divulgação / Studio 4°C.
  1. Berserk: The Golden Age Arc – Memorial Edition: episódios 1 a 13, na ordem normal.
  2. Berserk de 2016: a primeira temporada.
  3. Berserk de 2017: a segunda temporada da produção iniciada em 2016.
  4. Mangá, desde o volume 1: o caminho recomendado para acompanhar a obra sem depender dos cortes das adaptações.

Essa é a rota prática para quem busca as versões modernas. A passagem da Era de Ouro para 2016 acompanha a progressão geral da história de Guts, mas deixa lacunas: os projetos foram produzidos em momentos diferentes e não formam uma adaptação integral do mangá. Não espere que cada personagem, lembrança e transição tenha recebido a mesma preparação.

Se o desenho e o ritmo da televisão dos anos 1990 atraem mais, troque o primeiro passo por Berserk de 1997, do episódio 1 ao 25. O início mostra Guts em outro momento da vida antes de voltar ao passado. Essa estrutura faz parte da apresentação da série; reorganizar episódios para eliminar o salto temporal pode prejudicar a primeira experiência.

O que é Berserk de 1997?

A primeira série de TV adapta principalmente a Era de Ouro. Seu centro está na formação dos vínculos de Guts com Griffith, Casca e o grupo de mercenários que passa a ocupar um lugar importante em sua vida. As batalhas têm peso, mas a convivência e as ambições dos personagens são igualmente importantes para o que acontece depois.

São 25 episódios. Por isso, a série oferece mais espaço para acompanhar a dinâmica do grupo do que uma sessão isolada de cinema. A escolha faz sentido para quem prefere conhecer os personagens aos poucos e não se incomoda com a linguagem visual de uma produção mais antiga.

Seu encerramento não conclui Berserk. Ele também não transforma o anime de 2016 em uma segunda temporada direta daquela produção. Há diferenças de seleção de personagens e acontecimentos entre as versões. Ao terminar, você pode comparar a Era de Ouro moderna ou partir para o mangá, ciente de que alguns elementos serão apresentados de outra maneira.

Qual é a ordem dos três filmes da Era de Ouro?

A filmografia oficial do Studio 4°C organiza a trilogia assim:

  1. Berserk: The Golden Age Arc I – The Egg of the King, de 2012, também apresentado pelo estúdio em inglês como The High King’s Egg.
  2. Berserk: The Golden Age Arc II – The Battle for Doldrey, de 2012.
  3. Berserk: The Golden Age Arc III – The Advent, de 2013.

Os subtítulos em português variam entre catálogos. Para evitar confusão, confira o número romano, o ano e o título original. A trilogia deve ser vista na ordem I, II e III, sem inserir episódios do anime de 1997 entre os filmes.

Como ela retorna à Era de Ouro, começar os filmes depois do último episódio de 1997 significa rever parte importante da trajetória. Isso pode ser interessante para comparar cenas, direção e escolhas de adaptação. Se a intenção é apenas descobrir o que vem em seguida, porém, a trilogia não entrega uma nova saga inteira.

Memorial Edition substitui os filmes?

Guts em imagem oficial do episódio 13 de Memorial Edition. A edição televisiva reúne a trilogia com cenas e ajustes adicionais.
Guts em imagem oficial do episódio 13 de Memorial Edition. A edição televisiva reúne a trilogia com cenas e ajustes adicionais. © KENTAROU MIURA (STUDIO GAGA), HAKUSENSHA / BERSERK FILM PARTNERS. Divulgação / Studio 4°C.

Para uma primeira visita à versão do Studio 4°C, Memorial Edition é a opção mais direta. O próprio estúdio confirma que a série de 2022 reedita a trilogia em 13 episódios, com cenas adicionais, novas músicas e melhorias em centenas de cortes existentes.

Entre as adições está a sequência conhecida como “Bonfire of Dreams”, importante para o lado humano do Bando do Falcão. A diferença, portanto, vai além de cortar os longas em blocos televisivos. Ainda assim, trata-se da mesma etapa da narrativa.

Você não precisa ver os três filmes antes da edição memorial. Também não precisa assistir a ambos para chegar ao anime de 2016. Escolha os filmes se preferir o formato de longa-metragem; escolha Memorial Edition se quiser a montagem televisiva revisada. Nenhuma dessas opções substitui o mangá por completo.

Onde entram os animes de 2016 e 2017?

O anime iniciado em 2016 acompanha Guts depois dos acontecimentos centrais da Era de Ouro. A produção continua em 2017 e soma 24 episódios regulares entre as duas temporadas. Algumas plataformas ainda mostram uma recapitulação identificada como episódio 12.5: ela não é uma terceira temporada.

Nessa fase, a viagem ganha novos companheiros, ameaças religiosas e conflitos sobrenaturais mais presentes. Visualmente, há uma mudança grande, com uso expressivo de computação gráfica. Vale conferir o primeiro episódio dessa produção antes de decidir se você quer seguir com essa linguagem.

A ordem é simples: primeira temporada e, em seguida, segunda temporada. O título “Berserk” sozinho pode apontar para produções diferentes, então cheque o ano e a lista de episódios. Nenhuma das duas temporadas chega ao final de toda a história do mangá.

Onde assistir a Berserk no Brasil?

Na consulta de 5 de outubro de 2026, a Crunchyroll mantém páginas brasileiras para Memorial Edition e para Berserk de 2016 e 2017. A página da edição memorial lista áudio e legendas em português brasileiro. A de 2016 lista legendas em português brasileiro e áudios em japonês e inglês.

Não foi possível confirmar diretamente, em um catálogo oficial brasileiro, a oferta atual da série de 1997 ou dos três filmes separados. Por isso, não é seguro prometer esses títulos na Netflix ou em outro serviço com base em listas antigas, resultados de outros países ou uma página que apenas descreva a obra.

Catálogos podem mudar. Antes de assinar, abra a página do título na sua conta brasileira e confira episódios, idiomas e eventuais exigências de assinatura. Uma página em português, sozinha, não garante que todas as versões da franquia estejam incluídas.

Terminei o anime: de onde continuo no mangá?

Judeau em arte promocional de Memorial Edition. As adaptações selecionam trechos da história original.
Judeau em arte promocional de Memorial Edition. As adaptações selecionam trechos da história original. © KENTAROU MIURA (STUDIO GAGA), HAKUSENSHA / BERSERK FILM PARTNERS. Divulgação / Studio 4°C.

A recomendação é começar no volume 1. Berserk constrói sua narrativa com informações e personagens que foram reduzidos, reorganizados ou retirados nas adaptações. Saltar diretamente para um capítulo indicado em uma lista pode deixar essas diferenças acumuladas.

Não estranhe se a abertura do mangá não reproduzir a mesma ordem da Era de Ouro que você acabou de assistir. O contraste entre o Guts de diferentes fases é parte da construção da obra. Leia os capítulos na ordem do volume, sem tentar transformar tudo em uma cronologia linear.

Para quem prefere uma decisão rápida: Memorial Edition para conhecer a Era de Ouro, o anime de 1997 para experimentar outra adaptação e o mangá desde o começo para seguir a narrativa com mais contexto. A produção de 2016 fica como uma alternativa para ver animados acontecimentos posteriores, com suas próprias escolhas e limitações.

O Muramasa também acompanhou a retomada do mangá com Studio Gaga e supervisão de Kouji Mori, uma mudança importante na história editorial da obra.



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